O arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, afirmou ao G1 que recebe a nomeação para cardeal, anunciada na manhã desta quarta-feira (20) pelo Papa Bento XVI, no Vaticano, com "gratidão e humildade" para colocar-se à disposição da Igreja.
“Uma notícia dessas sempre nos assusta. (...) Eu vejo que esse gesto do Papa [a nomeação] é motivado não por méritos pessoais, porque Deus não escolhe os capacitados para uma missão, mas Ele prepara e capacita quem chama. Recebo esssa nomeação com gratidão e humildade”, afirmou por telefone ao G1 dom Raymundo, que está em Roma, onde participa como convidado do Papa do Sínodo para os Bispos do Oriente Médio.
Para o arcebispo, que é presidente do Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), sua nomeação é um sinal de apreço da Igreja Católica com a América Latina e, especialmente, com o Brasil. “A nomeação é sinal de apreço e deferência para com o episcopado latinoamericano e, de modo especial, para com o Brasil”, afirmou.
Dom Damasceno disse que recebeu vários telefonemas ao longo do dia. “Fico satisfeito com a alegria dos romeiros e dos devotos de Aparecida que ligaram para me felicitar como novo cardeal”, disse.
Visita do Papa
Dom Raymundo Damasceno lembrou que o Papa veio ao Brasil e conheceu o trabalho que é feito em Aparecida, no interior de São Paulo. “Em 2007, ele visitou o Santuário Nacional de Aparecida, que recebe milhões de peregrinos, e o trabalho que é feito lá”, declarou.
A cerimônia em que será formalizada a sua nomeação vai acontecer no dia 20 de novembro, no Vaticano. Dos 24 cardeais nomeados junto com dom Damasceno, 20 têm direito a eleger um novo Papa em caso de Conclave, por terem menos de 80 anos. Dom Damasceno tem 73 anos, de acordo com a assessoria de imprensa da arquidiocese de Aparecida.
O arcebispo de Aparecida embarca para o Brasil na segunda-feira.
